quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Poema


IDENTIDADE

Preciso ser um outro
para ser eu mesmo

Sou grão de rocha
Sou o vento que a desgasta

Sou pólen sem inseto

Sou areia sustentando
o sexo das árvores

Existo onde me desconheço
aguardando pelo meu passado
ansiando a esperança do futuro

No mundo que combato morro
no mundo por que luto nasço

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O Som do Silencio

dadadad



FLEXIBILIDADE, é a palavra, o ato que não pode faltar na EDUCAÇÃO
. Reportagem especial na Revista Nova Escola Julho/2009.

Consulte: http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/adequar-caminho-511134.shtml

Inclusão pede flexibilização; Os Planos de Aulas.


Imagine um cenário de sonho: sala bem equipada, laboratório e biblioteca completos, professores auxiliares e uma turma atenta, ávida para ouvi-lo e interessada em trabalhar. Agora, professor, responda com franqueza: todos esses estudantes vão aprender da mesma forma tudo o que você ensinar? Quem está há algum tempo à frente de um quadro-negro sabe que a resposta é não.

Um aluno nunca é igual a outro. Perceber o potencial de cada um e atingir a classe inteira é um desafio contínuo que muitas vezes parece mais difícil do que encontrar a sala dos sonhos do cenário acima. Para chegar lá, além de estudar muito e se aprimorar sempre, é necessário saber ser flexível. Durante o planejamento de suas aulas, você - com a ajuda da coordenação pedagógica e de colegas - deve encontrar novas formas de ensinar. Essa tarefa, que já é importante normalmente, se torna imprescindível quando há na classe alunos com necessidades educacionais especiais. As principais flexibilizações a serem feitas referem-se a quatro aspectos.

ESPAÇO Adaptação do ambiente escolar para permitir que todos tenham acesso às dependências da escola. Isso inclui rampas e elevadores, mas não só. Entram aí também o reordenamento da sala de aula, por exemplo, e a identificação de materiais em braile para que um cego possa se locomover e encontrar o que procura com autonomia.

TEMPO Determinação de um período maior para que crianças e jovens possam retomar conteúdos, realizar tarefas mais complexas, entregar trabalhos e realizar provas. Um surdo pode precisar disso nas aulas de Língua Portuguesa, por exemplo, quando tiver de redigir um texto.

CONTEÚDO Adequação do programa previsto no currículo ou no planejamento de cada aula com o objetivo de garantir que estudantes com necessidades educacionais especiais aprendam bem parte da matéria, em lugar de se dispersar por enfrentar desafios acima de suas possibilidades. Uma criança com síndrome de Down que não consegue fazer cálculos mais complexos sobre juros, por exemplo, tem condições de aprender a calcular o troco numa compra.

RECURSOS Busca de materiais didáticos ou de outras estratégias para ensinar determinados conteúdos, facilitando a aprendizagem. É a mais comum, geralmente relacionada a todos os tipos de deficiência.

Acredite em Você!



VALE A PENA VER!!
Este vídeo mostra a importância da identidade e da perseverança em nossas vidas. Respeitar os limites, habilidades e dificuldades de cada um é um dever de todos! Afinal, são as DIFERENÇAS que tornam o mundo mais belo e... DIFERENTE... a cada dia!!! beijinhos

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

TRABALHANDO A INCLUSÃO NO RECONHECIMENTO DA DIVERSIDADE RACIAL


Li um artigo muito interessante sobre práticas para a igualdade racial na escola na Revista Criança - do Professor de Educação Infantil - Dezembro de 2006, nº 42 - Ministério da Educação e gostaria de compartilhá-lo com vocês.

O artigo diz respeito à construção de uma Educação Infantil mais igualitária, reforçando a ideia de que devemos, como primeiro passo para a superação, encarar a desigualdade, a discriminação e o preconceito que existem no silêncio, pois este é o primeiro estímulo para a manutenção das desigualdades.
Nele, a professora descreve a cena que presenciou em uma sala de aula da Educação Infantil: "Você não vai brincar comigo porque vai pretejar meus brinquedos.", disse uma criança branca para uma coleguinha negra.
A psicóloga Fúlvia Rosemberg comenta sobre o fato de que as crianças podem manifestar, desde cedo, o preconceito racial já que ambas se relacionam no espaço da sala de aula, no parque, nas festas, nos clubes ou pelos meios de comunicação, interagindo assim com idéias racistas que acabam por reproduzi-las nas suas relações interpessoais no espaço escolar e também muitos profissionais estão despreparados para lidar com esse problema ou até por entenderem que se tocar no tema do racismo, vão estar estimulando uma visão negativa da população negra, resultando em silêncio sobre o tema, tanto da parte do professor quanto do aluno, só que neste caso especificamente, pode-se gerar um processo de raiva capaz de explodir em violência. Ela é partidária de que expressões do racismo sejam combatidas, propiciando uma educação que acolha a diversidade de aparência e de cultura, estimulando processos educacionais que levem as crianças a considerarem esta perspectiva como valor humano fundamental.
Fúlvia ressalta ainda que há muita necessidade de se preparar os educadores para lidar com o tema da hostilidade racial, é preciso se informar e se preparar para discutir porque, para ela, o brasileiro é muito despreparado no que diz respeito ao tema das relações raciais.
Aproveitando, aqui me estendo para relatar a experiência de uma profissional que teve a oportunidade de fazer cursos de capacitação de educadores para o tratamento da questão racial e aplicou seu aprendizado com seus alunos da Educação Infantil através de apresentações de teatro de fantoches, com a principal inclusão de bonecos negros, que anteriormente ao seu uso, ela proporcionava a todas as crianças o manuseio deles, incentivando-as a beijá-los e abraçá-los e depois fazer o mesmo com o colega do lado, valorizando asim, a diversidade na sala de aula.
O artigo termina com a descrição de alguns projetos que contribuiram para o aumento da auto-estima das crianças negras e a recomendação da leitura do seguinte livro: "Do silênco do lar ao silêncio escolar", escrito por Eliane Cavalleiro, da Editora Contexto. Acho que vale a pena conferir...

NO EXERCÍCIO DE UMA TOLERÂNCIA


As relações de poder e os processos de diferenciação produzem a identidade e a diferença e a incapacidade de conviver com a diferença é fruto de sentimentos de discriminação, de preconceito e de crenças distorcidas, isto é, de imagens do outro que são fundamentalmente errôneas.
Entende-se que o outro é o outro gênero, o outro é a cor diferente, o outro é a outra sexualidade, o outro é a outra raça, o outro é a outra nacionalidade, o outro é também o corpo diferente.
Deve-se estimular e cultivar os bons sentimentos e a boa vontade para com a diversidade cultural, fazendo-se compreender que a natureza humana tem uma variedade de formas legítimas de se expressar culturalmente e todas devem ser respeitadas ou, no mínimo, toleradas.
Já que, numa sociedade atravessada pela diferença, crianças e jovens forçosamente interagem com o outro também e principalmente no espaço escolar e se não encarada como questão pedagógica e curricular, sendo ignorada e reprimida, tende a resultar em conflitos, confrontos, hostilidades e até mesmo violência.

VOCÊ SABIA?



Os navios negreiros transportavam entre 100 e 600 escravos por viagem. Homens, mulheres e crianças eram amontoados nos porões das embarcações. Assustados e com muita saudade de casa, muitos morriam durante a viagem.
Durante a escravidão, os africanos reuniam-se em roda para cantar e dançar depois do trabalho. Batiam palmas e tocavam instrumentos de percussão. Aos poucos, a sociedade brasileira assimilou o ritmo dos negros. Por isso se diz que a música popular brasileira nasceu na África.
A capoeira é uma mistura de várias tradições, principalmente de antigas danças dos povos de Angola. Ela foi usada como uma forma de luta por escravos libertos e chegou até a ser proibida, mas depois acabou virando um jogo com coreografia.
A influência africana também aparece em nossos cultos religiosos. O candomblé, por exemplo, cultua os orixás, que representam diversas forças da natureza e podem simbolizar os ventos (Iansã) ou a água doce (Oxum), por exemplo.
A feijoada, originalmente, era uma comida dos escravos negros. Outras delícias trazidas do continente africano são o acarajé, a o caruru e o vatapá, pratos bem comuns na Bahia.