segunda-feira, 23 de novembro de 2009

FLEXIBILIDADE, é a palavra, o ato que não pode faltar na EDUCAÇÃO. Reportagem especial na Revista Nova Escola Julho/2009.
Consulte: http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/adequar-caminho-511134.shtml
Inclusão pede flexibilização; Os Planos de Aulas.
Imagine um cenário de sonho: sala bem equipada, laboratório e biblioteca completos, professores auxiliares e uma turma atenta, ávida para ouvi-lo e interessada em trabalhar. Agora, professor, responda com franqueza: todos esses estudantes vão aprender da mesma forma tudo o que você ensinar? Quem está há algum tempo à frente de um quadro-negro sabe que a resposta é não.
Um aluno nunca é igual a outro. Perceber o potencial de cada um e atingir a classe inteira é um desafio contínuo que muitas vezes parece mais difícil do que encontrar a sala dos sonhos do cenário acima. Para chegar lá, além de estudar muito e se aprimorar sempre, é necessário saber ser flexível. Durante o planejamento de suas aulas, você - com a ajuda da coordenação pedagógica e de colegas - deve encontrar novas formas de ensinar. Essa tarefa, que já é importante normalmente, se torna imprescindível quando há na classe alunos com necessidades educacionais especiais. As principais flexibilizações a serem feitas referem-se a quatro aspectos.
ESPAÇO Adaptação do ambiente escolar para permitir que todos tenham acesso às dependências da escola. Isso inclui rampas e elevadores, mas não só. Entram aí também o reordenamento da sala de aula, por exemplo, e a identificação de materiais em braile para que um cego possa se locomover e encontrar o que procura com autonomia.
TEMPO Determinação de um período maior para que crianças e jovens possam retomar conteúdos, realizar tarefas mais complexas, entregar trabalhos e realizar provas. Um surdo pode precisar disso nas aulas de Língua Portuguesa, por exemplo, quando tiver de redigir um texto.
CONTEÚDO Adequação do programa previsto no currículo ou no planejamento de cada aula com o objetivo de garantir que estudantes com necessidades educacionais especiais aprendam bem parte da matéria, em lugar de se dispersar por enfrentar desafios acima de suas possibilidades. Uma criança com síndrome de Down que não consegue fazer cálculos mais complexos sobre juros, por exemplo, tem condições de aprender a calcular o troco numa compra.
RECURSOS Busca de materiais didáticos ou de outras estratégias para ensinar determinados conteúdos, facilitando a aprendizagem. É a mais comum, geralmente relacionada a todos os tipos de deficiência.
Acredite em Você!
VALE A PENA VER!!
Este vídeo mostra a importância da identidade e da perseverança em nossas vidas. Respeitar os limites, habilidades e dificuldades de cada um é um dever de todos! Afinal, são as DIFERENÇAS que tornam o mundo mais belo e... DIFERENTE... a cada dia!!! beijinhos
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
TRABALHANDO A INCLUSÃO NO RECONHECIMENTO DA DIVERSIDADE RACIAL

Li um artigo muito interessante sobre práticas para a igualdade racial na escola na Revista Criança - do Professor de Educação Infantil - Dezembro de 2006, nº 42 - Ministério da Educação e gostaria de compartilhá-lo com vocês.
O artigo diz respeito à construção de uma Educação Infantil mais igualitária, reforçando a ideia de que devemos, como primeiro passo para a superação, encarar a desigualdade, a discriminação e o preconceito que existem no silêncio, pois este é o primeiro estímulo para a manutenção das desigualdades.
Nele, a professora descreve a cena que presenciou em uma sala de aula da Educação Infantil: "Você não vai brincar comigo porque vai pretejar meus brinquedos.", disse uma criança branca para uma coleguinha negra.
A psicóloga Fúlvia Rosemberg comenta sobre o fato de que as crianças podem manifestar, desde cedo, o preconceito racial já que ambas se relacionam no espaço da sala de aula, no parque, nas festas, nos clubes ou pelos meios de comunicação, interagindo assim com idéias racistas que acabam por reproduzi-las nas suas relações interpessoais no espaço escolar e também muitos profissionais estão despreparados para lidar com esse problema ou até por entenderem que se tocar no tema do racismo, vão estar estimulando uma visão negativa da população negra, resultando em silêncio sobre o tema, tanto da parte do professor quanto do aluno, só que neste caso especificamente, pode-se gerar um processo de raiva capaz de explodir em violência. Ela é partidária de que expressões do racismo sejam combatidas, propiciando uma educação que acolha a diversidade de aparência e de cultura, estimulando processos educacionais que levem as crianças a considerarem esta perspectiva como valor humano fundamental.
Fúlvia ressalta ainda que há muita necessidade de se preparar os educadores para lidar com o tema da hostilidade racial, é preciso se informar e se preparar para discutir porque, para ela, o brasileiro é muito despreparado no que diz respeito ao tema das relações raciais.
Aproveitando, aqui me estendo para relatar a experiência de uma profissional que teve a oportunidade de fazer cursos de capacitação de educadores para o tratamento da questão racial e aplicou seu aprendizado com seus alunos da Educação Infantil através de apresentações de teatro de fantoches, com a principal inclusão de bonecos negros, que anteriormente ao seu uso, ela proporcionava a todas as crianças o manuseio deles, incentivando-as a beijá-los e abraçá-los e depois fazer o mesmo com o colega do lado, valorizando asim, a diversidade na sala de aula.
O artigo termina com a descrição de alguns projetos que contribuiram para o aumento da auto-estima das crianças negras e a recomendação da leitura do seguinte livro: "Do silênco do lar ao silêncio escolar", escrito por Eliane Cavalleiro, da Editora Contexto. Acho que vale a pena conferir...
NO EXERCÍCIO DE UMA TOLERÂNCIA

As relações de poder e os processos de diferenciação produzem a identidade e a diferença e a incapacidade de conviver com a diferença é fruto de sentimentos de discriminação, de preconceito e de crenças distorcidas, isto é, de imagens do outro que são fundamentalmente errôneas.
Entende-se que o outro é o outro gênero, o outro é a cor diferente, o outro é a outra sexualidade, o outro é a outra raça, o outro é a outra nacionalidade, o outro é também o corpo diferente.
Deve-se estimular e cultivar os bons sentimentos e a boa vontade para com a diversidade cultural, fazendo-se compreender que a natureza humana tem uma variedade de formas legítimas de se expressar culturalmente e todas devem ser respeitadas ou, no mínimo, toleradas.
Já que, numa sociedade atravessada pela diferença, crianças e jovens forçosamente interagem com o outro também e principalmente no espaço escolar e se não encarada como questão pedagógica e curricular, sendo ignorada e reprimida, tende a resultar em conflitos, confrontos, hostilidades e até mesmo violência.
VOCÊ SABIA?

Os navios negreiros transportavam entre 100 e 600 escravos por viagem. Homens, mulheres e crianças eram amontoados nos porões das embarcações. Assustados e com muita saudade de casa, muitos morriam durante a viagem.
Durante a escravidão, os africanos reuniam-se em roda para cantar e dançar depois do trabalho. Batiam palmas e tocavam instrumentos de percussão. Aos poucos, a sociedade brasileira assimilou o ritmo dos negros. Por isso se diz que a música popular brasileira nasceu na África.
A capoeira é uma mistura de várias tradições, principalmente de antigas danças dos povos de Angola. Ela foi usada como uma forma de luta por escravos libertos e chegou até a ser proibida, mas depois acabou virando um jogo com coreografia.
A influência africana também aparece em nossos cultos religiosos. O candomblé, por exemplo, cultua os orixás, que representam diversas forças da natureza e podem simbolizar os ventos (Iansã) ou a água doce (Oxum), por exemplo.
A feijoada, originalmente, era uma comida dos escravos negros. Outras delícias trazidas do continente africano são o acarajé, a o caruru e o vatapá, pratos bem comuns na Bahia.
20 DE NOVEMBRO - DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Com tantas contribuições para a cultura do país, os negros passaram a valorizar mais a sua identidade. Para preservar essa história tão importante, há cerca de 30 anos se comemora no dia 20 de novembro, o Dia Nacional da Consciência Negra. Nessa data, em 1695, ocorreu a morte de Zumbi, o maior líder dos quilombos de Palmares, que representou a mais forte comunidade de escravos fugidos nas Américas, com uma população de mais 30 mil pessoas. Nessas povoações, eles resistiam ao escravismo e lutavam pela liberdade. Palmares durou cerca de 140 anos.
O objetivo da homenagem é promover a reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira, como modo de reduzir o racismo e a discriminação.
Os negros foram trazidos da África por volta de 1530. Durante mais de 350 anos, a maior parte do trabalho no Brasil foi realizada por essa mão-de-obra escrava. Além de sustentar a economia, eles ajudaram a enriquecer a nossa cultura. Hoje os afro-brasileiros representam quase metade da população e sua influência está presente na música, na dança, na língua, na culinária, no folclore...
As lideranças dos movimentos contra o racismo terão que se superar no trabalho de conscientização da população quanto à necessidade que ainda existe de superar os preconceitos e introduzir as transformações imprescindíveis para tornar nossa sociedade mais justa e igualitária.
É necessário entender que o dia não seja apenas para lazer. “Sendo ou não feriado, o 20 de novembro é uma data cívica, que deve ser comemorada por todos, negros e brancos. Requer um momento de reflexão do nosso papel na construção de uma sociedade democrática”
A QUESTÃO DA IDENTIDADE
"A QUESTÃO DA IENTIDADE, DA DIFERENÇA E DO OUTRO É UM PROBLEMA SOCIAL AO MESMO TEMPO EM QUE É UM PROBLEMA PEDAGÓGICO E CURRICULAR"
Esta questão é um problema social e exatamente por ser um problema social é também pedagógico e, portanto, curricular já que a escola educa para a vida, para o cumprimento da cidadania.
É fato que as pessoas são diferentes e isso naturalmente faz parte da natureza humana. É aí que a escola entra, pois ela ensina a viver junto com o outro, desejando estar perto do outro, oportunizando experiências.
A questão da identidade na escola acontece no processo de ensino-aprendizagem (cognitivo e social) e esse processo é sempre diferente um do outro, ou melhor, um NO outro. Por isso, não podemos submeter que um seja igual ao outro, pois aí deixaria de existir uma determinada pessoa e passaria a ser outra.
O saber não é reprodutivo, é autônomo, as pessoas têm seus próprios pensamentos.
Portanto, devemos receber qualquer criança (sendo ou não portadora de necessidades educacionais especiais) de braços abertos à diferença assim como o conhecimento deve ser aberto, reflexivo e questionável. Cada indivíduo é um ser único e deve ser respeitado de acordo com as suas características, pois cada um pensa, age e sente diferentemente uns dos outros e é também papel da escola colaborar e assegurar tal aprendizado.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Identidade, intolerância e as diferenças no espaço escolar

A identidade se caracteriza pelo conjunto de elementos culturais adquiridos pelo indivíduo através da herança cultural, confere diferenças aos grupos humanos e evidencia em termos da consciência da diferença e do contraste do outro.
O nosso cotidiano escolar está impregnado do mito da democracia racial, pois representa as classes privilegiadas e não a totalidade da população.
A proposta de uma educação voltada para a diversidade coloca a todos nós, educadores, o grande desafio de estar atentos às diferenças econômicas, sociais e raciais e de buscar o domínio de um saber crítico que permita interpretá-las. A escola precisa mostrar aos alunos que existem outras culturas e a mesma deve ter o dever de dialogar com tais culturas e reconhecer o pluralismo cultural brasileiro.
Nessa proposta educacional será preciso rever o saber escolar e também investir na formação do educador, possibilitando-lhe uma formação teórica diferenciada da eurocêntrica. Talvez pensar o multiculturalismo fosse um dos caminhos para combater os preconceitos e discriminações ligados à raça, ao gênero, às deficiências, à idade e à cultura, constituindo assim uma nova ideologia para uma sociedade como a nossa que é composta por diversas etnias, nas quais as marcas identitárias, como cor da pele, modos de falar, diversidade religiosa, fazem a diferença em nossa sociedade. E essas marcas são definidoras de mobilidade e posição social na nossa sociedade.
Nós, como educadores, temos a obrigação não só de conhecer os mecanismos da dominação cultural, econômica, social e política, ampliando os nossos conhecimentos antropológicos, mas também de perceber as diferenças étnico-culturais sobre essa realidade cruel e desumana.
Olhar a especificidade da diferença é instigá-la e vê-la no plano da coletividade. Pensar numa escola pública de qualidade é pensar na perspectiva de uma educação inclusiva. É questionar o cotidiano escolar, compreender e respeitar o jeito de ser negro, estudar a história do negro e assumir que a nossa sociedade é racista. Construir um currículo multicultural é respeitar as diferenças raciais, culturais ,étnicas, de gêneros e outros. Pensar num currículo multicultural é opor-se ao etnocentrismo e preservar valores básicos de nossa sociedade.
A escola é o espaço onde se encontra a maior diversidade cultural e também é o local mais discriminador. Tanto é assim que existem escolas para ricos e pobres, de boa e má qualidade, respectivamente. Por isso trabalhar as diferenças é um desafio para o professor, por ele ser o mediador do conhecimento, ou melhor, um facilitador do processo ensino- aprendizagem. A escola em que ele foi formado e na qual trabalha é reprodutora do conhecimento da classe dominante, classe esta, que dita as regras e determina o que deve ser transmitido aos alunos. Mas, se o professor for detentor de um saber crítico, poderá questionar esses valores e saberá extrair desse conhecimento o que ele tem de valor universal.
Na maioria dos casos, os professores nem se dão conta de que o país é pluriétnico e que a escola é o lugar ideal para discutir as diferentes culturas, e suas contribuições na formação do nosso povo. Eles também ignoram que muitas vezes as dificuldades do aluno advêm do processo que está relacionado à sua cultura, tão desrespeitada ou até ignorada pelos professores.
A nossa escola é baseada numa visão eurocêntrica, contrariando o pluralismo étnico-cultural e racial da sociedade brasileira. E os educadores e responsáveis pela formação de milhares de jovens na sua grande maiorias são vítimas dessa educação preconceituosa, na qual foram formados e socializados. Esses educadores não receberam uma formação adequada para lidar com as questões da diversidade e com os preconceitos na sala de aula e no espaço escolar.
Trabalhar igualmente essas diferenças não é uma tarefa fácil para o professor, porque para lidar com elas é necessário compreender como a diversidade se manifesta e em que contexto. Portanto, pensar uma educação escolar que integre as questões étnico-raciais significa progredir na discussão a respeito das desigualdades sociais, das diferenças raciais e outros níveis e no direito de ser diferente, ampliando, assim, as propostas curriculares do país, buscando uma educação mais democrática.
Embora saibamos que seja impossível uma escola igual para todos, acreditamos que seja possível a construção de uma escola que reconheça que os alunos são diferentes, que possuem uma cultura diversa e que repense o currículo, a partir da realidade existente dentro de uma lógica de igualdade e de direitos sociais. Assim, podemos deduzir que a exclusão escolar não está relacionada somente com o fator econômico, ou seja, por ser um aluno de origem pobre, mas também pela sua origem étnico-racial.
Identidade e diferença: aquilo que é e aquilo que não é
Diversidade do alunado

A sala de aula, como qualquer agrupamento social, caracteriza-se pela diversidade dos componentes. Toda pessoa é um ser único e irrepetível e qualquer esforço para torná-las iguais está fadado a fracassar.
Na Escola Inclusiva cada aluno tem seu lugar na sala de aula, integra-se à convivência com pares etários diversificados, sendo aceito como é, sem considerar características pré-determinadas sobre a que grupo ele “deveria” pertencer. Para isso a escola precisa aprender a lidar com a diversidade do alunado, aceitando a todos como membros da comunidade, e oferecer a cada aluno aquilo de que ele necessita para se desenvolver e se aperfeiçoar. O ideário da Escola Inclusiva cresceu na área da Educação Especial, quando se verificou que os alunos excepcionais recebiam uma escolarização diluída, focalizada em tratamento e terapias e não no processo educativo. Assim, embora melhor equipada e mais cara, a escola especial parece dar à criança deficiente uma Educação inferior à da escola comum.
Auto Estima e Limites, por Tania Zagury

A plena aceitação de todas as crianças, com ou sem NEE (Necessidade de Educação Especial)e sua inclusão genuína no seio da família e da escola, é fundamental para que desenvolvam sua auto-estima, conheçam sue lugar no mundo e se percebam como pessoas plenas de direitos e deveres como todas as demais.
Auto-estima (auto-imagem ou amor próprio) é a forma pela qual o indivíduo percebe seu próprio eu. É o sentimento de aceitação da sua maneira de ser. Se a pessoa se percebe de forma positiva, valorizando suas características, dizemos que tem auto-estima elevada ou positiva. Se não se aceita, isto é, se há inconformidade entre o que é e o que gostaria de ser, diz-se que tem baixa auto-estima ou auto-estima negativa. Indivíduos com baixa auto-estima têm possibilidades maiores de apresentar problemas como depressão e insucesso profissional, entre outros. O risco de fazerem uso de drogas e tornarem-se dependentes químicos é também mais elevado. Em geral também são mais manipuláveis e com mais facilidade cedem às pressões de grupos aos quais desejam pertencer. Daí porque, dentre as medidas de prevenção ao uso de drogas, inclui-se hoje o trabalho no sentido de melhorar a auto-estima.
Pela sua importânica é que a auto-estima é uma das grandes preocupações do momento em Educação e Psicologia. Desde pequena a criança, através das experiências vivenciadas, vai incorporando idéias sobre si que influenciarão atitudes posteriores. Pais e professores têm peso na formação do conceito, embora não sejam os únicos determinantes. Mesmo quando pequena uma criança pode sentir-se menosprezada quando não levam em consideração seus sentimentos, se não é ouvida com atenção ou, caso sem nenhum motivo, ordens lhe são dadas aos gritos e ainda quando não há respeito mínimo à sua pessoa.
Portanto, um primeiro passo para avaliar até que ponto tratamos nossos filhos e alunos com respeito é esse. Muitas pessoas relacionam-se com os vizinhos e amigos com educação e deferência, mas não fazem o mesmo com as crianças.
Quem deseja fortalecer a auto-estima de um filho/aluno deve considerar outro elemento fundamental: descobrir e ressaltar as qualidades de cada um, evitando, o mais possível, comparações – especialmente as desabonadoras - com outras crianças. Todos nós temos, desde a infância, características de personalidade que nos diferenciam e individualizam. É claro que determinados traços – a capacidade de fazer cálculos matemáticos com rapidez, por exemplo - são valorizados e tidos como qualidades, enquanto que outros – a timidez, por exemplo – são encarados como “defeitos”. Se os adultos que convivem com a criança passam a maior parte do tempo ressaltando aquilo que a sociedade convencionou chamar de “defeito”, ela começa a se ver como incompleta ou incapaz, o que, sem dúvida, irá contribuir muito pouco para que tenha auto-estima elevada. Se, ao contrário, as qualidades e virtudes são ressaltadas com freqüência, a possibilidade cresce bastante.
Confiar na criança é também essencial. Se seu filho/aluno lhe relata algo e, em seguida, você vai “tirar a limpo” o fato, é claro que ele sentirá que não acreditam nele. A criança reflete a imagem que os pais/professores têm dela. Se não lhe dão crédito, tende também a não crer em si. Além disso, é preciso demonstrar confiança na capacidade de ela realizar aquilo a que se propõe. Se a criança diz que vai fazer uma pintura para a vovó e é estimulada alegre e confiantemente (“Ah, sim, faça isso... você pinta lindamente e sua avó vai ficar orgulhosa!”), acreditará na sua capacidade. O mesmo se dá com os professores.
Outro fator importante é não criar expectativas exageradas. Quer dizer, se, desde pequeno, você começa a dizer para seu filho, a família e os vizinhos tudo que “ele vai ser quando crescer”, pode estar ativando um nível de metas que a criança nem sempre se sente capaz de alcançar, tornando-a ansiosa “por fazer coisas sensacionais”. As realizações simples do dia a dia - que, aliás, deveriam ser metas suficientes para todos - como passar de ano, tirar notas boas, ter um bom emprego e
uma relação afetiva feliz, acabam obliteradas pelo desejo, por exemplo, de ser o melhor da classe, ter o maior salário ou ser alguém muito famoso. Menos do que isso será considerado sempre muito pouco e, obviamente, motivo de frustração e baixa auto-estima.
Basicamente importa ter equilíbrio de forma a não deixar de incentivar a criança a vencer limitações, sem tampouco fazer com que se considere um super-herói, acima ou melhor do que os colegas, adotando posturas prepotentes ou de menosprezo pelos demais.
Separar o ato do autor também contribui positivamente. Quando seu filho (ou aluno) fizer algo inadequado, evite generalizar; não o critique como pessoa. “Eu já sabia que você era um preguiçoso, mas agora, depois desse boletim, tenho certeza” ou “Nem preciso perguntar quem quebrou o abajur da sala, o desastrado da casa, quem mais?!...” - nada mais eficiente do que ataques pessoais para fazer com que a criança confirme suas suspeitas: “eu sabia que meus pais (ou professores) não vêem mesmo meus esforços, para que lutar?”.
A confirmação da suspeita de que não tem valor pode consolidar o conceito de menos-valia. Se, ao contrário, ao chamarmos a atenção dos nossos filhos para o que fizeram de errado, fixarmos o ato em si (“Meu filho, isso que você fez não combina com você” ou “Tenho certeza que você pode fazer melhor”), estaremos possibilitando seu crescimento e a superação do problema, sem abalar a auto-estima. As censuras devem dirigir-se ao fato concreto e não à personalidade ou características da pessoa.
Porém, desenvolver auto-estima elevada é importante, mas não suficiente. Há outras questões que não podem ser esquecidas. Por exemplo, pais e educadores precisam dar condições para que os jovens consigam se opor às atitudes que contrariem os princípios éticos da sociedade. Nossos filhos / alunos têm que estar certos de que solidariedade, justiça e honestidade não estão “fora de moda”. Precisam acreditar que, mesmo quando parte dos homens não respeita esses princípios, não há a mínima condição de viver com segurança sem eles.
Muitos acham que ensinar integridade e desenvolver a auto-estima são metas incompatíveis ou incongruentes. Ignoram que ambas se desenvolvem basicamente através de exemplos de vida. Se os pais vivem de acordo com os princípios éticos que defendem, estarão encorajando os filhos a seguirem seus passos. Quer dizer, não
mentindo, respeitando a lei, não querendo mudar as regras do jogo de acordo com as conveniências, e, especialmente, não disseminando amargura e descrença, simplesmente porque nem todos agem de maneira honesta. Na maioria dos casos, a coerência entre a fala e a forma pela qual vivem será suficiente para que filhos (ou alunos) acreditem nos valores...
É a nossa integridade que serve de fundamento à construção da identidade cidadã das novas gerações.
Tania Zagury é Filósofa, Mestre em Educação, professora adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro, membro titular do Pen Clube do Brasil, pesquisadora e escritora, com 12 livros publicados, entre os quais Os Direitos dos Pais, Escola sem Conflito e Limites sem Trauma (traduzido para francês, italiano e espanhol).
A Educação Especial e a Educação Inclusiva por Maria Irene Maluf

Por Maria Irene Maluf:
A partir de 1994, quando aconteceu a Conferência Mundial sobre Educação Especial em Salamanca, foram definitivamente lançadas as bases políticas da Educação Inclusiva, que traçou um plano progressivo de inclusão social da escola nas respectivas comunidades e tal movimento exigiu e exige ainda grande e fundamental reestruturação do sistema educacional, que vai da administração à sala de aula, passando pelos aspectos físicos, de preparação dos profissionais da escola, da abordagem e contextualização curricular, novas estratégias pedagógicas, mobilização de recursos, e da conscientização dos pais dos alunos e dos próprios alunos com ou sem Necessidades Educativas Especiais.
São as seguintes as características fundamentais da Educação Inclusiva:
1 Desaparecem as discriminações entre pessoas devido a gênero, cultura e
incapacidades;
2 É acessível a todos os estudantes sem exceção e estes têm direito a
um currículo culturalmente bom e adaptado à sua idade e capacidade potencial de aprender;
3 Prioriza o respeito pela singularidade das pessoas e por seu ritmo de aprendizagem;
4 Procura promover a autonomia de todos os estudantes;
5 Objetiva fazer de cada escola um sistema organizado de preparação e facilitação do desenvolvimento integral de todos os alunos e não apenas daqueles com maior ou menor facilidade de aprendizagem;
6 É comprometida com as necessidades e oferta de oportunidades educativas e direitos humanos de todos os alunos, abolindo qualquer tipo de segregação ou discriminação;
7 Busca os melhores meios de oferecer apoio aos estudantes para que desenvolvam suas reais potencialidades dentro do meio educativo, tendo por base uma aprendizagem significativa e centrada no indivíduo;
8 A inclusão visa não só aumentar a participação de todos os alunos nos currículos das escolas regulares mas também diminuir a pressão de exclusão nessas escolas.
A grande dificuldade do processo de inclusão é que não basta integrar os alunos com Necessidades Educativas Especiais, ou seja, não basta que sejam feitas adaptações para aceitar um determinado grupo de alunos. Isso é relativamente fácil de fazer e vem acontecendo, infelizmente, em muitos casos, até hoje. A verdadeira Inclusão requer a reestruturação do sistema educacional de modo que este cuide de todos os alunos, dando-lhes condições de pleno acesso e participação.
Incluir é parar de pensar apenas no sentido de como levar as pessoas com Necessidades Educativas Especiais em direção à Inclusão,mas de operacionalizar meios para que as pessoas que criam e mantém a exclusão venham a modificar-se, assumindo uma visão mais ampla, preocupada com a qualidade da educação para todos e suas relações com os demais membros da escola e da sociedade.
Maria Irene Maluf é Pedagoga habilitada em Educação Especial, especialista em Psicopedagogia, Presidente Nacional da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Sócia Honorária da Associação Portuguesa de Psicopedagogo.
Natureza Distraída
Toquinho
Como as plantas somos seres vivos,
Como as plantas temos que crescer.
Como elas, precisamos de muito carinho
De sol, de amor, de ar pra sobreviver.
Quando a natureza distraída
Fere a flor ou um embrião,
O ser humano, mais que as flores,
Precisa na vida
De muito afeto e toda compreensão.
Toquinho
Como as plantas somos seres vivos,
Como as plantas temos que crescer.
Como elas, precisamos de muito carinho
De sol, de amor, de ar pra sobreviver.
Quando a natureza distraída
Fere a flor ou um embrião,
O ser humano, mais que as flores,
Precisa na vida
De muito afeto e toda compreensão.
A Escola Inclusiva Atual
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Estudo Errado
Gabriel Pensador
Composição: Gabriel, O Pensador
Estudo Errado - Gabriel O Pensador
Eu tô aqui Pra quê?
Será que é pra aprender?
Ou será que é pra sentar, me acomodar e obedecer?
Tô tentando passar de ano pro meu pai não me bater
Sem recreio de saco cheio porque eu não fiz o dever
A professora já tá de marcação porque sempre me pega
Disfarçando, espiando, colando toda prova dos colegas
E ela esfrega na minha cara um zero bem redondo
E quando chega o boletim lá em casa eu me escondo
Eu quero jogar botão, vídeo-game, bola de gude
Mas meus pais só querem que eu "vá pra aula!" e "estude!"
Então dessa vez eu vou estudar até decorar cumpádi
Pra me dar bem e minha mãe deixar ficar acordado até mais tarde
Ou quem sabe aumentar minha mesada
Pra eu comprar mais revistinha (do Cascão?)
Não. De mulher pelada
A diversão é limitada e o meu pai não tem tempo pra nada
E a entrada no cinema é censurada (vai pra casa pirralhada!)
A rua é perigosa então eu vejo televisão
(Tá lá mais um corpo estendido no chão)
Na hora do jornal eu desligo porque eu nem sei nem o que é inflação
- Ué não te ensinaram?
- Não. A maioria das matérias que eles dão eu acho inútil
Em vão, pouco interessantes, eu fico pu..
Tô cansado de estudar, de madrugar, que sacrilégio
(Vai pro colégio!!)
Então eu fui relendo tudo até a prova começar
Voltei louco pra contar:
Manhê! Tirei um dez na prova
Me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova
Decorei toda lição
Não errei nenhuma questão
Não aprendi nada de bom
Mas tirei dez (boa filhão!)
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Decoreba: esse é o método de ensino
Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino
Não aprendo as causas e conseqüências só decoro os fatos
Desse jeito até história fica chato
Mas os velhos me disseram que o "porque" é o segredo
Então quando eu num entendo nada, eu levanto o dedo
Porque eu quero usar a mente pra ficar inteligente
Eu sei que ainda não sou gente grande, mas eu já sou gente
E sei que o estudo é uma coisa boa
O problema é que sem motivação a gente enjoa
O sistema bota um monte de abobrinha no programa
Mas pra aprender a ser um ingonorante (...)
Ah, um ignorante, por mim eu nem saía da minha cama (Ah, deixa eu dormir)
Eu gosto dos professores e eu preciso de um mestre
Mas eu prefiro que eles me ensinem alguma coisa que preste
- O que é corrupção? Pra que serve um deputado?
Não me diga que o Brasil foi descoberto por acaso!
Ou que a minhoca é hermafrodita
Ou sobre a tênia solitária.
Não me faça decorar as capitanias hereditárias!! (...)
Vamos fugir dessa jaula!
"Hoje eu tô feliz" (matou o presidente?)
Não. A aula
Matei a aula porque num dava
Eu não agüentava mais
E fui escutar o Pensador escondido dos meus pais
Mas se eles fossem da minha idade eles entenderiam
(Esse num é o valor que um aluno merecia!)
Íííh... Sujô (Hein?)
O inspetor!
(Acabou a farra, já pra sala do coordenador!)
Achei que ia ser suspenso mas era só pra conversar
E me disseram que a escola era meu segundo lar
E é verdade, eu aprendo muita coisa realmente
Faço amigos, conheço gente, mas não quero estudar pra sempre!
Então eu vou passar de ano
Não tenho outra saída
Mas o ideal é que a escola me prepare pra vida
Discutindo e ensinando os problemas atuais
E não me dando as mesmas aulas que eles deram pros meus pais
Com matérias das quais eles não lembram mais nada
E quando eu tiro dez é sempre a mesma palhaçada
Refrão
Encarem as crianças com mais seriedade
Pois na escola é onde formamos nossa personalidade
Vocês tratam a educação como um negócio onde a ganância, a exploração, e a indiferença são sócios
Quem devia lucrar só é prejudicado
Assim vocês vão criar uma geração de revoltados
Tá tudo errado e eu já tou de saco cheio
Agora me dá minha bola e deixa eu ir embora pro recreio...
Juquinha você tá falando demais assim eu vou ter que lhe deixar sem recreio!
Mas é só a verdade professora!
Eu sei, mas colabora se não eu perco o meu emprego.
Gabriel Pensador
Composição: Gabriel, O Pensador
Estudo Errado - Gabriel O Pensador
Eu tô aqui Pra quê?
Será que é pra aprender?
Ou será que é pra sentar, me acomodar e obedecer?
Tô tentando passar de ano pro meu pai não me bater
Sem recreio de saco cheio porque eu não fiz o dever
A professora já tá de marcação porque sempre me pega
Disfarçando, espiando, colando toda prova dos colegas
E ela esfrega na minha cara um zero bem redondo
E quando chega o boletim lá em casa eu me escondo
Eu quero jogar botão, vídeo-game, bola de gude
Mas meus pais só querem que eu "vá pra aula!" e "estude!"
Então dessa vez eu vou estudar até decorar cumpádi
Pra me dar bem e minha mãe deixar ficar acordado até mais tarde
Ou quem sabe aumentar minha mesada
Pra eu comprar mais revistinha (do Cascão?)
Não. De mulher pelada
A diversão é limitada e o meu pai não tem tempo pra nada
E a entrada no cinema é censurada (vai pra casa pirralhada!)
A rua é perigosa então eu vejo televisão
(Tá lá mais um corpo estendido no chão)
Na hora do jornal eu desligo porque eu nem sei nem o que é inflação
- Ué não te ensinaram?
- Não. A maioria das matérias que eles dão eu acho inútil
Em vão, pouco interessantes, eu fico pu..
Tô cansado de estudar, de madrugar, que sacrilégio
(Vai pro colégio!!)
Então eu fui relendo tudo até a prova começar
Voltei louco pra contar:
Manhê! Tirei um dez na prova
Me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova
Decorei toda lição
Não errei nenhuma questão
Não aprendi nada de bom
Mas tirei dez (boa filhão!)
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Decoreba: esse é o método de ensino
Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino
Não aprendo as causas e conseqüências só decoro os fatos
Desse jeito até história fica chato
Mas os velhos me disseram que o "porque" é o segredo
Então quando eu num entendo nada, eu levanto o dedo
Porque eu quero usar a mente pra ficar inteligente
Eu sei que ainda não sou gente grande, mas eu já sou gente
E sei que o estudo é uma coisa boa
O problema é que sem motivação a gente enjoa
O sistema bota um monte de abobrinha no programa
Mas pra aprender a ser um ingonorante (...)
Ah, um ignorante, por mim eu nem saía da minha cama (Ah, deixa eu dormir)
Eu gosto dos professores e eu preciso de um mestre
Mas eu prefiro que eles me ensinem alguma coisa que preste
- O que é corrupção? Pra que serve um deputado?
Não me diga que o Brasil foi descoberto por acaso!
Ou que a minhoca é hermafrodita
Ou sobre a tênia solitária.
Não me faça decorar as capitanias hereditárias!! (...)
Vamos fugir dessa jaula!
"Hoje eu tô feliz" (matou o presidente?)
Não. A aula
Matei a aula porque num dava
Eu não agüentava mais
E fui escutar o Pensador escondido dos meus pais
Mas se eles fossem da minha idade eles entenderiam
(Esse num é o valor que um aluno merecia!)
Íííh... Sujô (Hein?)
O inspetor!
(Acabou a farra, já pra sala do coordenador!)
Achei que ia ser suspenso mas era só pra conversar
E me disseram que a escola era meu segundo lar
E é verdade, eu aprendo muita coisa realmente
Faço amigos, conheço gente, mas não quero estudar pra sempre!
Então eu vou passar de ano
Não tenho outra saída
Mas o ideal é que a escola me prepare pra vida
Discutindo e ensinando os problemas atuais
E não me dando as mesmas aulas que eles deram pros meus pais
Com matérias das quais eles não lembram mais nada
E quando eu tiro dez é sempre a mesma palhaçada
Refrão
Encarem as crianças com mais seriedade
Pois na escola é onde formamos nossa personalidade
Vocês tratam a educação como um negócio onde a ganância, a exploração, e a indiferença são sócios
Quem devia lucrar só é prejudicado
Assim vocês vão criar uma geração de revoltados
Tá tudo errado e eu já tou de saco cheio
Agora me dá minha bola e deixa eu ir embora pro recreio...
Juquinha você tá falando demais assim eu vou ter que lhe deixar sem recreio!
Mas é só a verdade professora!
Eu sei, mas colabora se não eu perco o meu emprego.
Um poema para Sandra e Pedro -Gabriel O Pensador
Preto, branco
Branco, preto
Preto no branco
Branco no preto
Beijo, abraço
Abraço beijo
Beijo e abraço, abraço e beijo
Beijo e abraço e beijo
E o verde da esperança?
E o azul da cor do céu?
Ou azul da cor do mar
Porque o céu pode mudar
Fica azul quando tá sol
Fica cinza quando chove
Ou fica branco, bem branquinho.
Prarecendo de algodão
Também fica meio roxo, ou laranja, ou lilás
Quando o Sol tá indo embora e tá querendo ficar mais
Quando o Sol tá indo embora e tá querendo ficar mais
Avermelhado, parecendo um coração
É o sol que pediu pra pousar lá na varanda
Só pra poder iluminar o Pedro e a Sandra
É o sol que derrete a neve fria do rochedo
Só pra esquentar um pouco mais a Sandra e o Pedro
É preto
o peito do pé do Pedro é preto
É branca
A palma da mão da Sandra é branca
A Sandra é branca
O pedro é negro
E o Pedro e a Sandra ficam sempre de chamego
Preto, branco
Branco, preto
Preto no branco
Branco no preto
Beijo, abraço
Abraço beijo
Beijo e abraço, abraço e beijo
Beijo e abraço e beijo
Branco, preto
Preto no branco
Branco no preto
Beijo, abraço
Abraço beijo
Beijo e abraço, abraço e beijo
Beijo e abraço e beijo
E o verde da esperança?
E o azul da cor do céu?
Ou azul da cor do mar
Porque o céu pode mudar
Fica azul quando tá sol
Fica cinza quando chove
Ou fica branco, bem branquinho.
Prarecendo de algodão
Também fica meio roxo, ou laranja, ou lilás
Quando o Sol tá indo embora e tá querendo ficar mais
Quando o Sol tá indo embora e tá querendo ficar mais
Avermelhado, parecendo um coração
É o sol que pediu pra pousar lá na varanda
Só pra poder iluminar o Pedro e a Sandra
É o sol que derrete a neve fria do rochedo
Só pra esquentar um pouco mais a Sandra e o Pedro
É preto
o peito do pé do Pedro é preto
É branca
A palma da mão da Sandra é branca
A Sandra é branca
O pedro é negro
E o Pedro e a Sandra ficam sempre de chamego
Preto, branco
Branco, preto
Preto no branco
Branco no preto
Beijo, abraço
Abraço beijo
Beijo e abraço, abraço e beijo
Beijo e abraço e beijo
Multiculturalismo

Segundo Tomaz Tadeu da Silva, o "Multiculturalismo" parece ser a palavra-chave em muitas das discussões contemporâneas sobre currículo e pedagogia. Num cenário mais amplo, ganham visibilidade grupos sociais e culturais que reivindicam o direito à afirmação de sua identidade e o respeito à sua diferença.
Identidade, diferença, diversidade cultural: são conceitos e palavras que parecem estar, nos dias de hoje, em toda parte. Até parece que estão conosco há muito tempo, fazendo-nos esquecer que sua introdução no discurso educacional é bastante recente. Eles não tinham essa importância há apenas dez anos.
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